Dr. Responde
Reinaldo Moraes, pergunta
De onde vem o disfunção que causa o diabetes, e como pode ser minimisada?

O diabetes é um distúrbio do metabolismo determinado pela redução da insulina, tendo como resultado a elevação das taxas de açúcar (glicose) no sangue. Existem basicamente dois tipos de diabetes do tipo mellitus: o insulino-dependente, ou Tipo 1; e o comum, ou do adulto, o Tipo 2. No primeiro caso, geralmente uma criança ou adolescente, a pessoa tem uma disfunção autoimune que ataca as células que produzem insulina, sendo obrigada a obtê-la de fontes externas (injeções etc.). No segundo caso, a pessoa não necessita exatamente de insulina, mas de substâncias que simplesmente reduzam o açúcar do sangue. No entanto, os dois casos exigem uma dieta pobre em açúcar e em carboidratos em geral.

Considerada uma doença hereditária, o diabetes é atualmente uma doença degenerativa muito mais comum que há alguns séculos. A sua incidência tem aumentado muito, a ponto de preocupar a Organização Mundial de Saúde (OMS). Na década de 60, esta moléstia teve um aumento de 8% em relação às décadas anteriores; mas na década de 80, esse número elevou-se para 25%, o que significa dizer que, apesar de todo o avanço tecnológico e atividades sanitárias comuns, a humanidade ficou um pouco mais diabética. Segundo a OMS, há hoje cerca de 500 milhões de diabéticos no mundo. E a tendência é aumentar: se um indivíduo tem pais diabéticos, ou um parente paterno mais um materno diabéticos, ele é um pré-diabético, ou seja, um diabético em potencial.

A doença está intimamente ligada ao hábito do consumo do açúcar branco. O diabetes pode ser entendido como o resultado do cansaço do organismo por ter de lidar com tanto açúcar que se consome atualmente.

Vários problemas orgânicos surgem com o desenvolvimento do diabetes, como distúrbios circulatórios variados, infecções pela redução da imunidade geral. Essa doença degenerativa produz, entre outras coisas, cegueira, impotência sexual masculina, câimbras e infarto do miocárdio.

Tratamentos disponíveis e orientações

Convencionalmente são utilizados hipoglicemiantes orais e/ou insulina intramuscular.

O diabetes é uma das enfermidades crônicas para a qual não há cura conhecida. Associado aos cuidados clínicos, dietéticos e acompanhamento endocrinológico de praxe, é possível melhorar as condições gerais do doente, tanto para o diabetes comum, como para o insulino-dependente, com uma suplementação vitamínica e mineral (ação protetora e antioxidante), com suplementação de enzimas digestivas, com ervas hipoglicemiantes e antidiabéticas e com produtos biológicos ativos.

O organismo do diabético é potencialmente gerador de radicais livres, é mais ácido, mais intoxicado e mais frágil. O objetivo terapêutico é reduzir os radicais livres que agridem as células e contribuem para a degeneração geral do organismo. Também se procura alcalinizar o sangue, reduzir a sua viscosidade, reduzir a quantidade de toxinas circulantes e estabilizar os níveis de glicose (açúcar).

Com as indicações abaixo, é possível melhorar muito a qualidade do organismo diabético, melhorar os sintomas, reduzir a necessidade de insulina ou de hipoglicemiantes orais e protegê-lo mais dos conhecidos efeitos danosos, no longo prazo, provocados pela doença, como os problemas circulatórios, as infecções pela redução da imunidade geral, a cegueira, impotência sexual masculina, as câimbras e o infarto do miocárdio.

Alimentação recomendada

Tradicionalmente, a dieta ideal para o diabético é pobre em carboidratos e com tendência a ser rica em proteínas. Essa dieta, no entanto, tem sido questionada pela moderna medicina, pois a concentração de proteínas animais produz acúmulos de toxinas, a incrementação do metabolismo nitrogenado e a elevação dos níveis de vários compostos, como o ácido úrico, a uréia, o colesterol etc., que perturbam mais ainda o problema, cronificando e sustentando o desequilíbrio geral. No balanceamento da dieta habitual para o diabético, considera-se quase que somente aspectos quantitativos.

A medicina moderna entende a importância de uma dieta basicamente qualitativa, que equilibre, desintoxique e normalize o organismo. É necessário que se incluam alimentos vivos (cereais integrais, verduras frescas, raízes, frutas frescas, frutas oleaginosas etc.), energéticos e vitalizantes. O balanceamento dietético pode seguir a orientação acadêmica, mas os alimentos devem ser integrais, não industrializados, normoprotéicos, frescos, puros e, de preferência, orgânicos. Desse modo, o organismo diabético poderá restabelecer um pouco da sua capacidade de auto-regulação, o que determinara uma modificação gradual dos níveis de diversos compostos metabólicos, incluindo a insulina, a glicose e outros.

Principalmente no caso do diabetes adulto, ou não insulino-dependente, a redução das taxas de glicose dependem mais da modificação qualitativa dos alimentos do que da redução drástica dos carboidratos em geral.

No caso do diabetes, é mais importante a restauração e a manutenção das condições globais do que simplesmente acompanhar e/ou interferir nas oscilações do complexo insulina/glicose.

A orientação médica é sempre fundamental no diabetes de qualquer tipo.

Dr. Márcio Bontempo

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Suplementos sugeridos
Alho – óleo em cápsulas – Mínimo 500 mg, 3 vezes ao dia.
Betaína, Clorela ou espirulina.
Cogumelo reishi. Cogumelo shitake (como alimento).
Fibras – 50 g/dia, com a ingestão das sementes de linho.
Lactobacilos acidófilos e Lêvedo de cerveja.
Magnésio. Ômega 3 - 2.000 mg/dia.
Pólen de flores. Própolis. Sementes de linho – 100 g/dia.
Plantas medicinais indicadas:
Confrei. Garra-do-diabo. Gymnema silvestre, Unha-de-gato.

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