Homeopatia e fitoterapia

É muito comum entre as pessoas leigas, mesmo sendo cultas, confundirem Homeopatia com Fitoterapia.

Muitos dizem: Estou tomando homeopatia: Chá de losna, de boldo, chá de jurubeba, chá de confrei. Está me fazendo muito bem esta “homeopatia”! Esta afirmação indica que a pessoa não sabe o que é homeopatia. Ela na verdade usa fitoterapia e julga estar usando homeopatia. Ela quer dizer que não é um produto alopático.

A fitoterapia, terapia natural conhecida e usada pela população, as plantas medicinais ou são cultivadas nos quintais ou adquiridas no comércio onde as embalagens são encontradas devidamente classificadas, com o nome popular e o nome científico da espécie.

Diferença entre a homeopatia e a fitoterapia

É muito grande a diferença entre as técnicas dessas duas terapias, embora tenham aspectos em comum.

O preparo da fitoterapia é conhecido de toda a população. Parte da planta curativa (a raiz, caule, casca, flores, folhas ou frutos), é usada no preparo do chá, por diversos métodos. Depois a pessoa ingere uma dose do chá, ou várias vezes ao dia.

Na homeopatia a diferença quanto ao preparo é muito nítida. A homeopatia, além de ser preparada com plantas é também preparada com animais ou com minerais. Neste ponto, vê-se que a homeopatia já é mais ampla do que a Fitoterapia, que é preparada somente de plantas.

A característica básica da homeopatia reside no processo de diluição e da sucussão (diluição seguida de sucussão denomina-se dinamização). Sucussão significa sacudir e bater sobre apoio fixo. A partir da tintura-mãe, que é quase o chá da fitoterapia, a planta fica mais tempo junto com água e álcool visando absorver os poderes curativos da planta. A partir de um cm3 de tintura-mãe, acrescenta-se 99 cm3 de (água + álcool) e faz-se a sucussão, 100 sacudidas e 100 batidas (ou cem batidas) sobre o anteparo fixo.

Assim gera-se a primeira dinamização da homeopatia, que é chamada primeira centesimal da tintura-mãe, 1C, 1CH, ou 1ª diluição. A partir de um cm3 da primeira centesimal adiciona-se 99 cm3 de água e álcool e novamente sacode-se e bate-se mais 100 vezes. Neste momento, está pronta a segunda centesimal 2ªC.

Assim, sucessivamente, vai-se fazendo novas diluições e novas sucussões (dinamizações), 3a centesimal, 4a centesimal, 5a centesimal, e assim por diante.

Verifica-se assim que cada vez mais a quantidade de matéria da tintura-mãe vai diminuindo. Chega-se ao ponto em que não há mais matéria quantificável no vidro de homeopatia, só existe energia. Na homeopatia não existem elementos químicos tóxicos, estes vão sendo diluídos a tal ponto em que a partir do CH 12 já não é mais quantificável a matéria em laboratório. Neste momento o elemento natural tóxico ou não estará presente somente com sua configuração energética. Cientistas que aprenderam a lidar somente com a matéria, por isto, renegam a Ciência da Homeopatia.

Na fitoterapia o chá contém elementos tóxicos quantificáveis em laboratório. Se a mesma planta for ingerida em grande quantidade e durante longo tempo a pessoa acaba adoecendo ao invés de normalizar-se. A fitoterapia tem os efeitos curativos mais conhecidos no nível físico do ser humano. Já a homeopatia tem o estudo dos níveis mentais, emocionais, físicos e energéticos do ser humano. Neste aspecto está a primeira grande diferença entre a fitoterapia e a homeopatia.

Semelhanças entre a homeopatia e a fitoterapia

Ambas são tratamentos naturais que agem no organismo da pessoa, facilitando a exoneração da doença. A pessoa põe para fora a sua doença.

Já a alopatia mantém internalizada a doença, impedindo-a de sair, fazendo-a caminhar do exterior para interior. Pela lei natural, a doença se desvia aos órgãos de mais alta hierarquia e tenta novamente sair por eles. Neste caso a pessoa fica mais doente e mais dependente de novos medicamentos, novas consultas, novos exames, internações hospitalares e nunca se cura. Acaba morrendo doente. Por isto, é que há tantas doenças tidas como incuráveis na alopatia.

Associação da homeopatia com a fitoterapia

A homeopatia abrange sintomas mais profundos da pessoa, como sensações energéticas, ilusões, sonhos, mente, raciocínio, memória e muitos milhares de sintomas. Já a fitoterapia, por ter mais matéria, age nas partes físicas com mais rapidez. A fitoterapia faz a limpeza grossa, mais rápida no sangue da pessoa do que a homeopatia. Age facilmente em casos de vermes intestinais, vírus, fungos, bactérias.

Assim, com a finalidade de normalizar com mais rapidez uma pessoa recomenda-se que sejam usadas as duas terapias, ora fitoterapia ou homeopatia ou as duas em conjunto. Isto vai depender da individualidade do organismo.

José Alberto Moreno

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