A organização social Varna Asrma Dhárma, o Estado Comunista Védico Transcendental, forma universal da Cidade Escola. É, originalmente, a sociedade do comunismo científico. Sociedade composta por categorias sociais produtivas interdependentes e ajustada, as quais são denominadas Varnas, tem como fator de legitimação da ordem social a Educação-Asrmas.
Os fundamentos Marxistas para a Ciência da Natureza correspondem à forma como a Ciência Védica define a materialidade do mundo. Segundo a lei do karma, materialismo dialético-histórico, o homem descobre e transforma o mundo material pela sua atividade prática.
A lei do karma é um fenômeno natural que se realiza através das três gunas: A afirmação, a negação e a negação da negação. O filósofo Hegel transfere para o “espírito do tempo” impessoal a idéia de totalidade. A leitura dos filósofos gregos e de Hegel da lei do karma, corresponde ao princípio dialético da contradição, onde cada coisa guarda dentro de si mesma, os elementos de sua própria afirmação ou negação.
O filósofo Feuerbach identifica a natureza abstrata existente no espírito impessoal de Hegel. Karls Marx transfere para a relação capital trabalho a sua atenção investigativa.
Temos que admitir incompletude na Teoria Formal de Estado de Marx e Engels: No Manifesto Comunista, No Dezoito Brumário de Luis Bonaparte (Marx), no Capital principalmente; Na Origem da Família, da Propriedade Privada e do Estado (Engels), na Obra de Morgan e na obra dos demais construtores da “Doutrina do Proletariado”. Ou seja, faltou um estudo aprofundado sobre a teoria de Estado Comunista Védica.
No Estado comunista Védico Transcendental, os meios de produção ativos (máquinas, terras, matérias-primas) são bens coletivos cuja mais-valia não se confunde com os impostos e as riquezas produzidas pelas as categorias sociais produtivas. E elas são divididas de forma equânime segundo as necessidades de cada uma das partes envolvidas.
As categorias sociais produtivas apartir da invasão mongol na Índia foram adulteradas e trocadas por castas hereditárias.
De acordo com os fundadores da Ciência Védica e mais precisamente do Sábio Sir Caetânya Mahaprabhu, fundador da Escola Vaishinava (1486/1624), todo ser humano pode se qualificar para uma das quatro categorias sociais produtivas. Todos os seres humanos são livres para exercerem funções diversas dentro da superestrutura historicamente definida (Ele restabeleceu os direitos das mulheres, das crianças, etc.). Os Brâmanes, intelectuais vaishinavas, são pilares da educação comunista transcendental védica cidadã universal. Os Ksatrias, administradores, políticos e militares, são uma única hemogênica categoria social produtiva. Eles são preparados para não corromperem o tecido social e com isso não praticarem o nepotismo. Os Vaisyas, grandes e pequenos produtores agrícolas, empresários, produtores de riquezas. E os Sudras aprendizes e trabalhadores braçais.
Na Índia, desde dez mil anos antes da formação da civilização grega a arte de filosofar sobre a identidade (quem sou?), sobre a origem (de onde vim?) e sobre o futuro (para onde vou?) é praticada nos Asrmas, as escolas multidisciplinares.
Procedentes da Índia a cultura da filosofia transcendental de átma (partícula não material indestrutível) e a filosofia materialista do átomo (partícula material divisível) chegam à Grécia de Sócrates (átma espírito indivisível), e a Grécia de Leucipo e de Demócrito (átomo divisível erroneamente interpretado pelos mesmos como partícula não divisível) enriquecendo a cultura ocidental. A Escola Jônica introduz na colônia grega no Sul da Itália a teoria da origem das coisas em uma única fonte real (Metafísica de Xenófones – que corresponde à teoria do veda de Vyasadeva introduzida na Grécia pelos Pandavas) opondo-se à escola de Eléia (Sankara/Buda), para eles o movimento, assim como a realidade aparente das coisas, era uma simples ilusão.
Pirros de Elias, secretário de Alexandre, o Grande, estudou as filosofias correlatas de Sidarta Buda e de Sankara na Índia. Ao retornar para a Grécia criou o ceticismo filosófico.
A autonomia da Ciência Védica Vaishinava é uma questão que os cientistas e os filósofos devem se primar. Trata-se de uma autonomia historicamente transmitida pela sucessão discípular desde tempos imemoriais, original e autônoma. O caráter arbitrário das fenomologias impersonalistas, das filosofias empiristas ontológicas, da Epistemologia da Ciência e a Metafísica da Existência de Sartre não conseguiram integrar organicamente a Ideologia Transcendental com a Ideologia Materialista da Historia e com o Materialismo Dialético.
No Início do século dezenove, cientistas historiadores ocidentais tais como Horace H. Wilson, Sir M. Monier-Wilians, Sir William Jones e outros renomados acadêmicos tentaram dentro das academias indianas negarem as tradições da cultura védica, colocando em seu lugar a cultura cristã. O sábio indiano da escola vaishinava Sríla Prabhupada confirmou que a palavra Cristo é uma derivativa da palavra Krsna/com Krista/Cristo ou Ungido, pela tradição Oral do Bagavad-Gita (cinco mil anos) e mais recentemente pelos lineares localizados pela Escola Vaishinava.
O comunismo Védico Vaishinava deu origem ao comunismo de Karls Marx.
O idioma alemão, inglês e os demais idiomas ocidentais, menos estonianos, têm origem no idioma sânscrito.
O conceito de Alienação Ideológica faz parte da literatura Védica. Ela chega ao conhecimento de Karls Marx através da Escola Hegeliana.
Os Pós-Modernos, Adorno, Horkhreimeir, Baudrillard e Jurgen Habermas, gerados pela Escola de Frankfurt, além de formularem e proporem por superação crítica, a negação generalizada das filosofias, das religiões, das ideologias e das tradições que construíram a Modernidade, sugere o fim do culto à História.
As Ciências do Karma dialética da natureza e a dialética das forças produtivas que, de acordo com o reintrodutor do Veda sem adulteração Srila Prabhupada, “karma é o método, métrica força potencial de todas as jivas atuantes, que fazem a História dentro dos mundos materiais e imateriais”, ciências que estão diretamente vinculadas às necessidades práticas e às próprias coisas. Nos fundamentos do Bgavad-Gita como ele é karma-yoga é a dialética do real: que condiciona o espírito aos ditames dos reflexos da mente material, e, que simultaneamente e inconsebívelmente restabelece a relação do demiurgo espírito passageiro do tempo com o espírito Supremo.
Além das utopias de fim da História (Pós-Modernos), de fim do Estado (Marxistas), a partir da reintrodução por Srila Prabhupada dos fundamentos dos Vedas, sem adulteração, a questão da ideologia Teísta Védica Vaishinava vem se impondo ao pensamento moderno, como uma questão essencial e fundamental em torno da Teoria do Conhecimento, das Ciências Sociais, da recondução do Estado a condição de Organização Unitária e Centralizada.
Os princípios do comunismo transcendental passam a limpo todas as formas de democracias, inclusive a democracia comunista prevista na pós- superação das ditaduras totalitárias do proletariado. Princípios do Estado Comunista Transcendental de Direito que valoriza a produtividade de cada ser vivo na natureza.
Além do achado Aird, descobertas anômalas que já é tema de pesquisa em muitas academias do mundo, depois da publicação dos estudos dos Doutores Machel A. Cremo e Richard L. Tompson (Califórnia – autores da obra História Secretada Raça Humana), cujas evidências consistentes confirmam que seres humanos automaticamente inteligentes construíram civilizações na terra cem milhões de anos atrás, incluindo a documentação cabal apresentada pelos mesmos sobre o uso de ferramentas tecnicamente avançadas.
Jornalistas:
Wagner Vila Sresthas (José Araújo Wagner)
Hilda Rádhá Govinda (Hilda Cipriano De Acácio)
wagnerhilda@gmail.com
Revista Terceiromilênio On Line | Desenvolvido por Kreado