DESCUBRA O ESPERANTO, UMA LÍNGUA FASCINANTE

Você já sentiu vontade de contar a outras pessoas sobre um bom filme, um livro interessante, ou outra coisa da qual você gosta? Pois é assim que nos sentimos em relação ao Esperanto. É uma língua da qual gostamos muito e por isso queremos que também outras pessoas saibam sobre ela e sobre o quão eficaz  ela é para a comunicação internacional.

“Nós”, neste contexto, somos pessoas dos mais diversos países, que usamos muito o Esperanto para contatos internacionais.

Por que chamamos a língua de Esperanto?

No começo a língua se chamava apenas Lingvo Internacia – Língua Internacional. Quando Zamenhof a apresentou, usou o pseudônimo Doktoro Esperanto (que significa “doutor que tem esperança”). Por isso, as pessoas falavam sobre “a língua do Dr. Esperanto” e, pouco tempo depois, diziam apenas “a língua do Esperanto”, “a língua Esperanto”, e esse se tornou o nome comum da língua.

Quantas pessoas falam Esperanto?

Não é simples calcular o número de falantes de Esperanto, pois nem todos os falantes são membros de alguma organização. Além do mais, isso depende da definição de “falar Esperanto”: deve-se numerar apenas os falantes regulares em alto nível ou deve-se somar todos que têm um conhecimento básico, mesmo que eles raramente usem o Esperanto? Os números de falantes do Esperanto no mundo, por isso, variam muito, desde algumas dezenas de milhares até alguns milhões. De qualquer modo, existem suficientemente muitos falantes de Esperanto em escala mundial para ter uma comunidade vigorosa e internacional.

A quais línguas o Esperanto mais se assemelha?

A maior parte dos radicais vem de línguas europeias, principalmente as descendentes do latim, mas a gramática do Esperanto possui muitas outras características, que não são comuns às línguas europeias, mas a tornam mais semelhante, por exemplo, ao turco, ao  suaíli e até ao chinês.

É fácil aprender Esperanto?

Em comparação com as línguas nacionais, sim. Mas, como sempre, depende muito do próprio indivíduo e de quantas línguas este já aprendeu. Aprender uma nova língua sempre é um desafio e nunca é “muito fácil”, de acordo com nossas experiências. Isto é válido também para o Esperanto, embora ele seja claramente menos difícil do que geralmente são as línguas nacionais ou étnicas. Também para aquelas pessoas que nunca conseguiram aprender de verdade um idioma estrangeiro a fundo, o Esperanto é fácil de aprender! Mas é claro que é preciso muito estudo e prática, caso se queira usar o idioma correta e fluentemente.

Por que aprender Esperanto?

Existem diversos motivos pelos quais as pessoas começam a aprender o Esperanto. Pessoas que gostam de línguas geralmente são curiosas sobre a gramática do Esperanto e assim começam a estudar a língua. Outros se interessam pelo Esperanto porque não conseguem aprender uma língua estrangeira e então querem tentar uma língua mais fácil.  Alguns ouviram sobre a “ideia interna” e por causa dela, aprendem o Esperanto para desse modo apoiar um mundo mais pacífico e interligado. Jovens geralmente se interessam por viagens a outros países para lá encontrar novos amigos e o Esperanto é uma alternativa muito boa para isso.

Como aprender o Esperanto?

Se você tem um bom acesso à internet, recomendamos que você comece em www.lernu.net, onde se encontram vários cursos interativos para iniciantes, em muitas línguas. Se você preferir um curso em forma de livro, esse pode ser encomendado em uma associação esperantista nacional Em Brasília, a Liga Brasileira de Esperanto fica no SDS Ed. Venâncio III Sala 303, CEP 70393-900 Brasília – DF. Telefone: (61) 3226 1298. Página: http:// www.esperanto.org.br. Em vários países e cidades são realizados regularmente cursos básicos de Esperanto. Quando você souber algo em Esperanto, é bom começar logo a usar a língua com outras pessoas, seja pela internet, seja em encontros esperantistas.

É possível aprender Esperanto em Universidades ou escolas?

Em alguns países, sim. Muitos esperantistas argumentam que o aprendizado do Esperanto nas escolas ajudaria os alunos no futuro a aprender com mais facilidade outras línguas estrangeiras, porque receberiam uma dose boa de autoconfiança em aprendizado de línguas ao aprender o Esperanto, que é relativamente fácil, e porque eles também teriam uma melhor compreensão sobre estruturas gramaticais graças à clareza da gramática do Esperanto. Existem várias provas disso, e seria interessante se os pesquisadores fizessem estudos sobre o valor propedêutico (facilitador do aprendizado) do Esperanto.

Não seria melhor criar uma língua nova e até mais justa para uma comunicação internacional?

Juntar uma boa base linguística não é uma coisa fácil. Os linguistas, que melhor sabem sobre línguas, não têm necessariamente um talento para criar línguas. A especialidade deles é de fato analisar línguas. Criar e analisar são assuntos suficientemente diferentes. Várias pessoas juntaram uma base linguística, também um grupo de linguistas tentou, mas os resultados até agora não se tornaram mais vitoriosos que o Esperanto. Pense em Mozart e criação musical: não é sempre que aparecem pessoas com um talento tão extraordinário quanto o dele! Algo semelhante ocorreu com Zamenhof. Ele tinha um talento extraordinário na criação de línguas e conseguiu por conta própria juntar uma base linguística que se mostrou muito melhor do que outras tentativas. Além disso, tornar essa nova base viva exigirá um tempo longo de prática por todos os lados e por todo mundo após sua publicação. E sem uma base ideológica comparável àquela que Zamenhof fez o Esperanto ter, essa nova base terá poucas chances de se tornar verdadeiramente uma língua viva e de tomar para si a base social necessária. Com o Esperanto, o processo já ocorreu, e a língua está agora pronta. Embora não seja perfeita, é muito boa para uma comunicação internacional, e em pé de igualdade.

O inglês não é suficiente para a comunicação internacional?

O inglês é muito útil para a comunicação internacional em muitas situações. Mas o fato é que nem todos conseguem atingir um nível alto nessa língua, mesmo após estudá-la durante anos. Principalmente para aqueles cuja(s) língua(s) pátria(s) não se assemelha(m) ao inglês, é difícil chegar a um nível alto. (Se você um dia esteve, por exemplo, na Coreia ou na Turquia, então você sabe do que estamos falando.) O Esperanto é mais fácil de aprender do que as línguas étnicas quando se trata de aprendizado de uma língua estrangeira na juventude ou na idade adulta. Além disso, o Esperanto não está ligado a uma cultura nacional em particular, o que é uma grande vantagem para uma língua que funciona como ponte entre os povos, os quais dessa forma se comunicam numa base igual.

O Esperanto e o Quadro Europeu Comum de Referência de Línguas.

O Quadro Comum Europeu de Referência para as línguas foi criado em consequência do processo de unificação da Europa, processo esse que culminou em 1992 com a assinatura do Tratado de Maastricht. Com o intuito de melhorar a qualidade da comunicação entre os povos vindos de diferentes partes e com bagagens linguísticas e culturais diversas, o Quadro Comum de Referência busca classificar, através da conscientização das competências linguísticas, os usuários e seus níveis de proficiência. O esperanto já é a terceira língua mais procurada nos exames de proficiência em língua estrangeira reconhecidos pelo Estado na Hungria, aplicados pelo Centro Avaliador da Universidade Eötvös-Loránd-Universitato (Universidade de Budapeste). Isso quer dizer que hoje já é possível tirar certificado de proficiência em Esperanto pelo Conselho Europeu.

Este artigo foi escrito por Revista Terceiro Milênio em 21 de dezembro de 2011 às 2:20, e está arquivado em Especial do Mês e Medicina Alternativa. Siga quaisquer respostas a este artigo através do RSS 2.0. Você pode deixar uma resposta ou fazer um trackback do seu próprio site.

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