Atualmente, o Brasil figura como o país campeão mundial de cesarianas. Em 2010, pela primeira vez, o percentual de cesarianas superou o de partos normais, atingindo 52% do número total de nascimentos do país. Em contrapartida, a OMS (Organização Mundial de Saúde) recomenda que essa taxa não ultrapasse 15%, sob o risco de graves consequências maternas e perinatais.
Esse elevado índice de partos cirúrgicos está associado não apenas à vontade das mulheres, visto que pesquisas recentes demonstram que a maior parte das mulheres deseja ter um parto normal, mas sobretudo, desejam a comodidade de todo um sistema médico e financeiro que rege o nascimento. Além disso, diversos mitos colaboram para que as mulheres não queiram ou não consigam ter os seus partos de uma maneira fisiológica e natural.
Para agravar ainda mais a situação, em praticamente todos os partos vaginais, ocorrem diversas intervenções perigosas, traumáticas e desnecessárias, demonstrando um grande descompasso entre a prática médica corrente e a medicina baseada nas mais recentes evidências científicas. Infelizmente, nota-se hoje um grande desconhecimento da fisiologia e das necessidades básicas de uma mulher em trabalho de parto, até mesmo entre os profissionais que atendem ao parto, fazendo com que vivamos um momento sem precedentes na história da humanidade, em que os “hormônios do amor” estão se tornando inúteis.
Visando uma urgente e necessária mudança de paradigmas, o filme “O Renascimento do Parto” propõe uma reflexão sobre os rumos que o nascimento está tomando no século XXI. O longa metragem será lançado em abril de 2012, e o vídeo promocional já se encontra disponível no youtube (basta colocar o título do filme na busca do site).
SINOPSE DO FILME
O filme retrata a grave realidade obstétrica mundial e, sobretudo, brasileira, que se caracteriza por um número alarmante de cesarianas ou de partos com intervenções traumáticas e desnecessárias, em contraponto com o que é sabido e recomendado hoje pela ciência. Tal situação apresenta sérias consequências perinatais, psicológicas, sociais, antropológicas e financeiras. Através dos relatos de alguns dos maiores especialistas na área e das mais recentes descobertas científicas, questiona-se o modelo obstétrico atual, promove-se uma reflexão acerca do novo paradigma do século XXI e sobre o futuro de uma civilização nascida sem os chamados “hormônios do amor”, liberados apenas em condições específicas de trabalho de parto.
Com participações especiais do cientista e obstetra francês Michel Odent, da antropóloga americana Robbie Davis-Floyd e do ator/diretor Márcio Garcia.
Um filme de Érica de Paula e Eduardo Chauvet, com direção de Eduardo Chauvet.
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