O PRAZER NEGATIVO NO CORPO E NA ALMA – ACEITAÇÃO E TRANSFORMAÇÃO

Um dos mais esquecidos e ignorados aspectos das tendências distorcidas que nossa alma acumulou ao longo de muitas vidas é o prazer negativamente orientado.

A plenitude da vida pulsa cheia de alegria e prazer, polaridade e ritmo. Não há vida sem estímulo. É fácil conferir: você se lembra das sensações, sentimentos e pensamentos que sofreu cada vez que se sentiu ignorado (a)? E não foi visto (a)? Não foi ouvido (a)? É real! Não há vida sem estímulo e, se o estímulo positivo não está disponível, a alma busca e vai com sede ao pote que se apresenta.

Se você descobre que, quando ficou doente, recebeu parte da atenção que estava fazendo tanta dolorida falta, ou mesmo quando aprontou na escola, todo mundo olhou e tanta gente se mobilizou, esse pode ser o começo de reforçar o comportamento, adoecer novamente ou aprontar mais e mais e receber outra vez a tão esperada resposta, atenção, mesmo que negativamente orientada. Vai se estabelecendo o vício no distorcido prazer.

Para fugir da indiferença mortal, o prazer segue o curso disponível da corrente do não. Esse “não” está lá cada vez que você diz, impotente: “eu não consigo mudar… eu não consigo fazer diferente”. Há uma potência oculta, forte e nutrida, que sustenta essa aparente fragilidade prisioneira. Ela afirma: “Eu não quero sair desse lugar”. “Eu não quero…” É aí que a minha criança que foi exposta e ferida se vinga das dores de cada indiferença que sofreu na infância, retorcida em inconsciente negação. E na força das razões de não querer, está o vibrante princípio de prazer que foi posto a serviço da minha mágoa e da minha dor.

Acolher que essa intenção, esse intento negativo tem foco e mira deliberadamente escolhidos pode ser tão perturbador que prefiro esconder, adormecer, entorpecer e também negar essa distorção. Como muito de minha força vital está vinculada à esse núcleo poderoso e então oculto, o que me resta é lamentar, sem forças… Eu não consigo isto… eu não consigo aquilo.

Sair desse lugar exige que você reconheça o que diz (não aquilo que você mais quer na vida, mas aquilo que você mais tem medo).

“Eu quero um parceiro, mas não consigo encontrar um par… Eu não quero ter um parceiro, eu quero ficar sozinha porque se eu amar irei me machucar, vai doer e eu não vou aguentar. Eu vou morrer de dor

Eu não sei por que não consigo ganhar dinheiro… Eu quero ganhar dinheiro e fazer sucesso – eu não quero ganhar dinheiro porque dinheiro foi a única coisa que meu pai me deu no lugar de me amar – dinheiro é amor e se eu ganhá-lo não vou mais precisar do único amor que recebi. Eu não quero viver sem amor.

Eu não sei por que não consigo fazer sucesso. Você me sacaneou tanto quando eu era criança, e só fez isso porque eu era pequenininho… Agora também vai ter me aturar!!!! Você não gostava de eu ser pequenininho? Eu não vou crescer e você vai ter que me sustentar!!!”

Cada gesto, cada músculo e atitude viciada de meu corpo físico, emocional e mental, sustentam cada uma das distorcidas generalizações que fizemos quando fomos crianças e enfrentamos a dor. Essas conclusões foram usadas como defesas. O uso criou formas. A forma seguiu a função.

Enquanto psicoterapia do corpo e da alma a “Core Energetics” faz leitura corporal de cada gesto, de cada músculo, de cada forma e sua função de estrutura e estratégia de defesa. Espiritualmente convoca o enraizamento da luz para clarear o reconhecimento necessário de tantos mecanismos construídos para sobrevivermos e trazer-nos aceitação. Convoca a força para dissolver o medo de ser descoberto, medo do oculto ser revelado, convoca a coragem para penetrar essas camadas mais profundas e despertar-se do adormecimento secular, senão milenar, para enfim, na transformação, encontrar o que sua alma sempre buscou: os dons originais de sua essência, a sua resposta ao chamado.

O Cisne nos alerta para estarmos conscientes e receptivos às mensagens vindas de nosso interior.

Procurando manter-se em silêncio, com mente em branco para recebê-las.

Se estivermos resistindo a momentos de transformação, procure deixar-se levar e siga fluindo com o ritmo do que está acontecendo.

Relaxe e não impeça o fluxo!

Mostre-se receptivo às emoções dos outros e perceba que você está mais sensível a cada dia que passa.

Note que existem ocasiões em que a suavidade e a serenidade que você possa demonstrar irão contribuir muito para a harmonização de um ambiente de trabalho tenso e hostil.

Todos nós temos a possibilidade de crescer e praticar um trabalho melhor.

Às vezes é preciso esperar um pouco para que o “patinho feio” do grupo possa mostrar que se transformou num cisne.

 

Este artigo foi escrito por Munay,Wagner em 19 de dezembro de 2011 às 18:04, e está arquivado em Psicoterapias. Siga quaisquer respostas a este artigo através do RSS 2.0. Você pode deixar uma resposta ou fazer um trackback do seu próprio site.

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