OS ESSÊNIOS

Provavelmente tudo que o homem necessita para sua evolução já foi escrito há muito tempo. Textos milenares como os Vedas, os Papiros Sagrados de Hermes, os livros da Cabala e Thora, o Tao e o I Ching da China, os textos alquímicos, a Bíblia (apesar de todas as alterações por interesses corporativistas), as obras dos grandes filósofos e as produções artísticas que revelam as profundezas do inconsciente humano; em fim, poderíamos citar centenas e até milhares de obras importantes para compreensão da vida e seu significado; sendo essa compreensão fundamental, como uma “ferramenta” para explorar todos os mistérios da mente humana, o que possibilitaria levar o homem à busca da felicidade, embora possua essa um conceito variado.

Nos últimos anos, várias ciências se ocuparam do estudo da mente, melhor equipadas pelo avanço tecnológico, descobriram que a realidade é diferente da observada pelos sentidos físicos.   Estas conquistas científicas,  além de construir melhoria nas condições de vida, também nos revela o quanto estamos limitados na compreensão de nosso próprio ser, o que nos leva sempre a repetição de rituais de vida limitados, com medo de perdermos o controle de nós mesmos, controle esse originado no próprio medo.

A solução passa então por conhecermos cada vez mais a nós mesmos, isso significa conhecermos aspectos da nossa mente, para compreendermos como funcionamos e como funcionam as leis que mantém o universo em seu equilíbrio. Somos pois o verso do uno, a manifestação individual de inúmeras possibilidades na busca de sua perfeita unidade, que nos levaria à convivência harmoniosa com as mesmas leis que criou o universo. Somos filhos da Mente Universal e guardamos dela uma pequena centelha que tem a potencialidade de toda a Mente Criadora, apenas através do nosso trabalho individual, que, em suma, consiste na busca dessa centelha infinita e trazê-la, para matéria manifestada, neste caso, para nossa personalidade limitada na percepção da realidade.

A recomendação para nos, conhecermos está contida praticamente em todos os textos que versam sobre a vida e a sua finalidade. Apenas para lembrar de alguns vamos citar Sócrates: Conheça a ti mesmo; no Novo Testamento, Jesus nos incita a conhecer a verdade que ela nos libertará; Nietzsche, em várias partes de suas obras nos recomenda: torne-te quem és. A respeito de conhecer a si mesmo e assim encontrar a parte ilimitada de nossa mente, a Centelha Divina, a Imagem e semelhança de Deus, pouca criação científica oferece tanta clareza como o Processo de individuação, teoria junguiana que cuida da harmonização da polaridade de gênero, existente no homem e na mulher, que pode levá-los à realização da intuição, ou seja:  A descoberta e o domínio da idéia permanente no homem; como no Dizer do Professor Henrique Jose de Souza: No futuro não se admitirá que se diga, tive uma idéia, pois a idéia será permanente no homem.

A respeito da idéia, a luz que guia o homem a grandes descobertas e criações, ela sempre ocorre em condições excepcionais, Quando ela pressiona a mente a obter algumas respostas, ou, às vezes em sonhos onde alguns simbolismos o conduzem à compreensão dos fenômenos e com isso a descobertas importantes. Para citar apenas alguns exemplos lembramos que Mozart dizia ser capaz de conceber em sua mente sinfonias inteiras antes de escrever uma única nota. Quando experimentava mentalmente uma hora de música numa mera fração de segundo, Mozart aentia que estava acessando uma outra realidade. Transcendia as leis de tempo e espaço e penetrava numa dimensão espiritual. Da mesma forma, grandes mentes científicas do passado acreditavam que o insight espiritual desempenhara um papel em suas realizações, Hoje, cientistas estão começando a reconhecer que a dimensão espiritual pode ser uma fonte de grande discernimento e inspiração.

O Químico russo Dmitry Mendeleyev, teve um sonho incomum em 1869 quando disse ter visto uma tabela onde todos os elementos caiam no lugar onde eram exigidos. Ao despertar imediatamente escreveu tudo num pedaço de papel. Dessa ideia resultou a tabela periódica.

A insulina, usada para tratar diabetes, foi descoberta por Sir Frederick Banting que teve um sonho que sugeria um método para extrair a substância de um pâncreas não humano. Banting ganhou o Prêmio Nobel de Medicina.

O renomado cientista Niels Bohr sonhou que estava sentado em cima do sol, com todos os planetas zumbindo ao redor em cordas pequeninas. Depois disso, Bohr desenvolveu o modelo do átomo. E assim, poderíamos citar inúmeros casos onde descobertas e criações importantes nunca são meros produtos da mente lógica, mas de um instância mental que não cabe nas dimensões cartesianas.

Desde os tempos muitos antigos, provavelmente antes de tudo que temos registrados, pois muitas informações importantes devem ter sido perdidas no incêndio da Biblioteca de Alexandria, a humanidade se organizou em grupos de estudos profundos para compreender os mistérios da existência. Grupos esses onde Sacerdotes e Mestres cuidavam da iniciação dos discípulos prontos para receber os ensinamentos de tais mistérios. A organização hierárquica de tais instituições visava preservar conhecimentos importantes aos puros de coração, em virtude de tais conhecimentos dotar  poderes que seriam mal usados pelos profanos. O certo é que por esse motivo muitas organizações possuidoras de importantes informações se perderam no jogo do poder de seus dirigentes, que exploravam seus discípulos, com promessas de salvação e hoje até de sucesso financeiro. O fato é que quando alguém consegue sucesso sobre determinadas dificuldades, como por exemplo, doenças ou outros milagres, dificilmente credita tais resultados à ação da sua mente profunda, mas sempre pensa que foi por intermédio de alguém superior a ele. Esse estado de auto miserabilidade é exatamente o que impede o acesso às dimensões mais profundas da mente.

Muitas destas sociedades embora não tenham conseguido cumprir todo seu objetivo de trazer luz à humanidade na plenitude que desejavam, conseguiram fazer grande diferença principalmente no estado de ignorância que perdurou até a idade média. Os dias atuais são fartos em possibilidades e os mensageiros da espiritualidade profunda encontram solo fértil onde sua semeadura obterá êxito.

Uma das sociedade mais antigas que há mais de sete mil e quinhentos anos cuida das antigos conhecimentos herdados dos Deuses é a Sociedade da Estrela Prateada do Oriente, que tem suas raízes na antiga Caldéia, à qual pertenciam os Reis Magos, que se fizeram presentes no nascimento de Jesus. Eram além de grandes conhecedores de remédios naturais, conheciam a astrologia a qual recorriam para compreender a dinâmica dos acontecimentos.

Neste texto proponho falar um pouco sobre uma Ordem Secreta cujos conhecimentos se encontram no passado, no presente e são a base da construção do futuro, uma vez que seu princípio de ação é o Amor. Falo dos Essênios ou essânia, como eram conhecidos na época, que quer dizer “filhos do sol”. Mas tarde chamados de Nazaritas e depois Nazarenos, que eram assim chamados pelos judeus a todos que não se proclamam descendentes de Abraão e Moisés. Estás neste longínquos tempos a raiz do que hoje ainda presenciamos da luta entre árabes e judeus. Voltando a objetivo principal, o conhecimento dos essênios, conta a tradição que entre eles Jesus foi preparado em todos os mistérios para cumprimento de sua missão.

No sul do Egito, embaixo do monte Krmel, como era conhecido na época, se abrigava a Confraria de Kaleb, seu subterrâneo abrigava uma imensa biblioteca e suas instalações se estendiam até a Esfinge que como porta dava entrada à grande pirâmide em cujos salões eram feitos estudos e as iniciações aos mistérios mais profundos. Essa fraternidade extensa e variada contava com que eles chamavam de Irmãos das Estrelas, cujos ensinamentos hoje estão em muitos textos, principalmente falando dos tempos atuais e da necessidade de nos prepararmos a fim de nos beneficiar das energias que nesse momento envolvem a terra. Os conhecimentos que formaram a mitologia e a filosofia grega, bem como sua arquitetura, baseada na série áurea da polegada piramidal, ou seja as medidas canônicas, tem origem nesta Sagrada Confraria, cujo filósofos gregos, como Pitágoras, que na verdade significa “o goro de pitah”, o Deus egípcio revelador da “taboa esmeraldina”, que contém os segredos da Alquimia, a ciência dos Deuses.

 

Este artigo foi escrito por Osmar Santos,Psicólogo-osmar.santos@pop.com.br em 9 de fevereiro de 2012 às 19:11, e está arquivado em Especial do Mês e Espiritualidade. Siga quaisquer respostas a este artigo através do RSS 2.0. Você pode deixar uma resposta ou fazer um trackback do seu próprio site.

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