EDITORIAL DO MÊS

EDITORIAL DO MÊS DE MAIO 2017

Maria, Maria. Do profano ao divino, às Marias de todos os dias. Nós mulheres, humanas, um pouco profanas um pouco divinas.

Parece que Maria não é substantivo próprio, mas substantivo comum, da espécie mulher que carrega a história de menos valia, do secundário, do incapaz, do menos inteligente.

Felizmente, tanto para homens como para mulheres, estamos nos afastando dessa conotação e possibilitando a existência de Maria substantivo comum da espécie, do feminino, da sensibilidade, da habilidade, da força, da capacidade e da inteligência, além da nobreza da maior de todas as Marias, a MÃE DE JESUS; das Marias que representam — como a Deusa Grega Héstia (deusa do lar) — o fogo doméstico que aquece, acolhe e instala o bem estar.

Segundo a Mitologia, na cidade Grega de Delfos rendiam-lhe cultos especiais porque era considerada centro do Universo, o seu “lar” era o “lar” comum de todos os gregos.

Quem não conhece uma mãe assim, que é o centro da harmonia de um lar? Ou será que todas as Mães têm essas funções?

Mãe, como é bonita toda a exaltação a ela, a maternidade realmente vivida como tal. Mas, o que pesa nas costas de cada mulher é a responsabilidade de cumprir com esse papel no qual muitas vezes se esquece de ser mulher.

A cada ação, a cada gesto, uma emoção quer seja de contentamento, de vitória de desilusão ou insatisfação. Muitas vezes é raiva ou indignação. Outras, é bondade ou entrega.

Meu desejo é deixar uma mensagem de energia e força positiva a todas as mulheres que, mesmo que não  sendo Mães biológicas, atuam como tal.

Mães saudosas de suas Mães, mães saudosas de seus filhos, filhos saudosos de suas Mães. Eles e elas existiram um dia e permaneceram existindo. Mãe representa a possibilidade da existência da criação. É força, é garra,  é, antes e acima de tudo, a magia de existir e “ter fé na vida” como cantava Elis Regina em uma interpretação forte, alegre, na música “MARIA, MARIA”, escrita por Milton Nascimento e Fernando Brant.

“MARIA, MARIA é um dom, uma certa magia, uma força que nos alerta, uma mulher que merece viver e amar como outra qualquer do planeta...Quem traz na pele essa marca possui a estranha magia de Ter fé na vida”

Sem Mães simbólicas ou concretas, não existe humanidade.